Após Nove Meses Feira Volta à Avenida

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A Feira de Artesanatos da Avenida Eduardo Ribeiro voltou a ocupar seu lugar de origem, que é a própria avenida, no trecho entre a Rua 24 de Maio e Avenida Sete de Setembro, depois de ficar armada nas ruas Saldanha Marinho, Joaquim Sarmento e 24 de Maio por nove meses. A retirada se deu face as obras de readequação da via aos moldes da Manaus dos paralelepípedos em suas vias principais e dos bondes.

Como vitrine da domingueira no Centro da cidade o que se viu na feira foi a presença de candidatos a prefeito e a vereador apertando as mãos dos vendedores e dos consumidores. Na barraca de coordenação da Associação dos Feirantes uma faixa de agradecimento ao candidato à reeleição Arthur Neto por apoiar o retorno da feira à avenida.

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Nesse clima foi possível colher entre as pessoas entrevistadas as críticas e elogios à volta da Feira na Avenida Eduardo Ribeiro. Entre os consumidores o sentimento era de satisfação, pois a avenida oferece maior espaço para os pedestres.

Entre os feirantes a opinião ganhou ares de críticas. Para uns a feira já devia ter voltado logo após a inauguração do trecho recuperado; outros criticaram alguns setores do governo que procuraram “atrasar” a volta da feira à avenida que, segundo eles, alegavam não mais ser possível a permanência da feira após as obras realizadas.

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No momento em que o BlogdaFloresta visitava a feira encontramos o candidato a prefeito Marcelo Ramos, que estava com sua família em visita à feira. Ramos apenas se ateve à importância do empreendedorismo. Mas junto a ele estava Catarina Pessoa, que coordenou o projeto Artesanato Sustentável do Amazonas, nos anos de 2013 a 2015.

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“Esse retorno nesse período de eleição é proposital, pois eu e mais algumas pessoas daqui da Feira criticamos esse ato, porque já deveria ter acontecido logo após a inauguração da avenida”, criticou.

A criação desse comércio aos domingos no Centro é muito importante em todos os aspectos. Pelo mercado de trabalho; pelo espaço oferecido aos empreendedores em divulgar e vender seus produtos; pelo entretenimento oferecido e, principalmente, por ser uma janela de divulgação do artesanato amazonense ao turismo.

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Como ressalta a educadora, Kádia Eneida: “se algum dos candidatos que for eleito tentar acabar com esse empreendimento será um burro e causará o desemprego diretamente de cerca de 80% de trabalhadores”.//Texto e Fotos Jersey Nazareno

Mario Dantas