Apenas 29 municípios do AM participaram do LIRAa, que aponta o índice de infestação pelo Aedes aegypti

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O Amazonas tem um município com risco de surto e mais oito, incluindo Manaus, em situação de alerta para as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (Dengue, Chikungunya e Zika vírus). Os dados são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde (MS).

Atualmente, o levantamento é feito a partir da adesão voluntária das Prefeituras, por isso nem todos os municípios aparecem na pesquisa. Dos 62 municípios do Amazonas, apenas 29 estão relacionados. Destes, 20 apresentaram índices considerados satisfatórios; 8 estão em alerta e Guajará, localizado na região sudoeste, é o único do estado em situação de risco de surto das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Nos 33 municípios que não participaram LIRAa, não há informação sobre a condição em que se encontram com relação à infestação pelo mosquito.   

O combate aos criadouros do mosquito é a principal arma de prevenção contra essas doenças. Para chamar a atenção da população para a importância de gestos simples que ajudam nesse sentido, como a eliminação de água parada nos recipientes a céu aberto, o Ministério da Saúde realiza nesta sexta-feira (02), em todo o país, o “Dia D” de mobilização contra o Aedes aegypti.

No caso de Chikungunya e Zika vírus, não existe vacina para prevenção. Com relação à Dengue, a população conta com um importante aliado, que é a vacina Dengvaxia, única contra a doença e já disponível nas clínicas privadas, desde agosto.

A diretora da Clínica Vacinar, Amanda Alecrim, explica que a vacina é indicada para as pessoas de 9 a 45 anos, principalmente, para as que vivem em áreas endêmicas, como é o caso do Amazonas. “É importante que as pessoas protejam-se o quanto antes, para estarem imunizadas na época de maior incidência da Dengue, que é no período de intensificação das chuvas na região, de janeiro a maio”, ressalta.

A vacina apresenta 93% de proteção nos casos graves da doença e redução de 88% das internações. É aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas. “A partir da primeira dose, a vacina já provoca uma resposta imunológica do organismo. Mas, para proteção total, é preciso concluir as três doses”, afirmou Amanda, frisando que a Dengvaxia é contra-indicada somente para grávidas, lactantes e pessoas com imunidade comprometida.

Segundo Amanda, como não há vacina para as outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o recomendado, para eliminar os criadouros do mosquito é: tampar os camburões e caixas d´agua; manter as calhas sempre limpas; deixar as garrafas sempre viradas; e manter as lixeiras fechadas. “O mosquito se reproduz em qualquer acúmulo de água, até mesmo em garrafas pet. Por isso, é preciso ficar atento”, alertou.

Mario Dantas