Amazonino Mendes vota sem aliados e evita falar em apoios para o 2º turno

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Ex-governador afirmou que sua campanha é “geradora de esperanças” e que apoios só são legítimos se vierem do povo

Sem a presença de seus aliados políticos, o candidato ao cargo de governador na eleição suplementar, Amazonino Mendes (PDT), votou às 9h30 da manhã deste domingo (6), na sede da Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz), na Zona Centro-Sul de Manaus. Amazonino afirmou que num eventual segundo turno não escolhe adversários. 

“Isso não me caberia e nem me cabe. Acho que seria uma temeridade e uma injustiça que eu faria a um ou a outro. Quem define isso, volto a dizer, é o povo. Na verdade essa foi uma campanha voltada para uma eleição especial, uma eleição que diz muito de perto sobre o nosso futuro. No meu caso específico a nossa proposta durante toda a campanha foi de se restaurar o estado, recuperar, organizar o estado. A partir daí começar a realizar os sonhos e as esperanças legítimas do povo desse estado, que é rico e forte. O Amazonas tem se mostrado ao longo do tempo uma opção para o país, porque diz respeito sobre a Zona Franca de Manaus. E nós amazonenses precisamos nos conscientizar do nosso papel. Essa campanha é sobretudo uma geradora de esperança”, avaliou Amazonino.

Com três mandatos de governador, três de prefeito e um de senador em seu currículo, Amazonino Mendes afirma que sua experiência é o diferencial nessa campanha para um mandato de pouco mais de um ano. E que num eventual segundo turno apoio dos candidatos derrotados não define eleição.

“Apoio quem dá é o povo. O apoio do político  só é legítimo quando ele é espontâneo. Eu não creio muito nesse processo político de conluios partidários. Não sou ligado a isso, acontece porque tem que acontecer, mas quem decide é o povo. O povo é quem manda, é  Quem desenha e define”, disse o candidato.

Um dos candidatos mais cobiçados neste pleito, Amazonino conseguiu reunir em sua coligação o senador Omar Aziz (PSD) e dos deputados federais Silas Câmara  (PRB) e Pauderney Avelino (DEM) e ainda o prefeito Artur Neto (PSDB), tornando-se um dos principais alvosde seus adversários.

“A gente ja está acostumado com ataques. Cada qual tem seu jeito de fazer campanha. Eu acho uma tolice, uma bobagem a desconstrução, não leva a nada, não esclarece o eleitor. É muitas vezes isso é fundado em alegações falsas, confusas. Esse é um caminho que eu condeno e não sigo”.

O candidato a vice-governador na chapa, deputado Bosco Saraiva (PSDB) votou na Escola Estadual Maria Amélia, na rua das Juremas, conjunto Kissia, bairro Dom Pedro.

Amazonino deve aguardar o resultado acompanhado de sua equipe e só deve se posicionar publicamente após o fim da apuração.

“Vou aguardar em casa, com amigos, com pessoas queridas. É Lei Seca, não pode estar tomando nada, então vou ouvir e ver isso com extremada tranquilidade”, concluiu.

Portal A Crítica

Roberto Brasil