Amazonino Mendes é eleito pela quarta vez governador do AM

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Amazonino irá comandar o Estado até o final de 2018, preenchendo mandato que foi iniciado por José Melo, cassado por compra de votos

Pela quarta vez, Amazonino Mendes será governador do Estado. Ele foi eleito neste domingo para comandar o Amazonas até o final de 2018, completando mandato que foi iniciado por José Melo, cassado por compra de votos.

Amazonino Mendes tinha, com 90,31% das urnas apuradas, cerca de 59,52% dos votos, contra 40,48% de Eduardo Braga, e uma substancial quantidade de votos nulos, brancos e abstenções. Restavam 201 mil votos a serem apurados, enquanto a diferença entre os candidatos já era de 220 mil votos.

Amazonino Mendes, do PDT, foi candidato desta vez pela coligação Movimento Pela Reconstrução do Amazonas, tendo como vice-governador Bosco Saraiva (PSD).

Histórico

Amazonino entrou em campo em 1983, quando assumiu a Prefeitura de Manaus indicado por aquele que foi o técnico de algumas das principais lideranças políticas do Estado: Gilberto Mestrinho. Enquanto Amazonino foi alçado diretamente para o time principal da política amazonense, Braga começou pelas categorias de base, ocupando o cargo de vereador de Manaus a partir de 1981.

Amazonino foi governador pela primeira vez no período de 1987 a 1990. Desse mandato, ele costuma destacar realizações como a construção do Bumbódromo de Parintins, urbanização de bairros e restauração do Teatro Amazonas e do reservatório do Mocó. No ano em que deixou o governo, para assumir uma cadeira no Senado Federal, Eduardo Braga deixava a Câmara Municipal de Manaus e assumia o cargo de deputado estadual.

Dois anos depois, ele e Braga foram jogar no mesmo time, compondo a chapa vencedora na disputa pela Prefeitura de Manaus: Amazonino prefeito, Braga vice. A parceria continuou nos anos seguintes. Amazonino foi prefeito por apenas dois anos. Em 1995, deixou o parceiro Braga no posto de prefeito e foi assumir seu segundo mandato de governador, quando lançou o programa Terceiro Ciclo, que incentivava a agricultura em larga escala.

Na Prefeitura, Braga aproveitou para valorizar seu passe. Ele e Amazonino promoveram a “ação conjunta”, um pacote de obras na capital, resultado da parceria com o governo do Estado.

Campos opostos

A dobradinha acabou em 1998, quando Braga resolveu disputar o governo do Estado contra seu padrinho político. Pela primeira vez, os dois estavam em campos opostos. Amazonino venceu a disputa ainda no primeiro tempo, ou melhor, no primeiro turno.

Reeleito, o terceiro mandato foi marcado por ações como a construção de hospitais, obras de urbanização e a criação da Universidade do Estado do Amazonas.

Em 2008, Amazonino foi eleito prefeito de Manaus, e ficou no cargo por quatro anos, não disputando a reeleição.

Portal A Crítica

Roberto Brasil