Amazonino lamenta adiamento da posse como governador

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Amazonino Mendes

O governador eleito Amazonino Mendes (PDT) lamentou, nesta quarta-feira (20), a decisão anunciada pela presidência interina da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em protelar a posse dele e do vice-governador eleito, o deputado estadual Bosco Saraiva (PSDB). Marcada para o dia 5 de outubro, a posse de Amazonino e de Bosco correrá no dia 10 de outubro, conforme decisão da Mesa Diretora daquela Casa.

“Ora, a diplomação, que já vem da demora de um mês praticamente, agora sofre mais um adendo de somatória de dias com a decisão da mesa da Assembleia em protelar a posse. O que está havendo? Quais os interesses são esses? Aí insistem em fazer com que o atual governo se agarre ao cargo com todas as forças, com unhas e dentes”, questionou o governador.

Amazonino, que já exerceu o cargo de governador do Amazonas por três mandatos, informou que vai acionar a Justiça para decidir sobre a mudança da data. “Diria a vocês todos que esses interessem não são bons. Devo dizer a vocês que nós sabemos zelar pelos interesses do povo, da população e nós iremos à Justiça para que o povo seja protegido dessas intenções escusas. Lamento, teria de ser um momento de alegria da população, nosso, de todos que participamos de uma eleição democrática, em que nos comportamos de maneira correta, técnica, digna e, sobretudo, respeitosa com o povo”, comentou.

Amazonino Mendes, eleito com 782.933 votos no pleito suplementar, classificou o ato como mais uma tentativa do atual governador interino em permanecer no Palácio do Governo. “Quero manifestar a minha preocupação por esses atos condenáveis do governador interno em insistir em continuar governador, de forma equivocada, como se fosse um governador de fato, de fato de direito, quando na verdade cumpre um momento enquanto a vontade soberana do povo coloca no palácio o seu verdadeiro governador. Debalde todos os esforços pedidos no sentido que ele se comportasse como tal”, comentou o governador Amazonino.

“Ele vem num processo permanente de gastos, extremamente preocupantes, e agora manifestando claramente o desejo de ficar o máximo, esticar o máximo que puder o tempo em prejuízo do prazo do tempo que se teria o governador eleito para reconstruir o Estado”, finalizou.

Roberto Brasil