Álvaro Campelo condena possível acordo entre sindicatos para forçar novo aumento na tarifa de ônibus em Manaus

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Ver. Álvaro Campelo

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O vereador Álvaro Campelo (PP), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor – Comdec, da Câmara Municipal de Manaus, fez contundente pronunciamento durante o Pequeno Expediente na terça-feira (10), no Plenário Adriano Jorge, condenando uma possível manobra entre sindicatos patronal e laboral ligados às empresas de coletivos urbanos, visando forçar a Prefeitura a conceder reajuste nos preços das passagens de ônibus de acordo com estudo apresentado pelo Sinetram.

O vereador Campelo lembrou que órgãos de defesa do consumidor estiveram reunidos para tratar do assunto tão logo a questão foi posta para a sociedade como consumada, e produziram ações que, juntamente com a Prefeitura de Manaus, levaram à suspensão do reajuste. Segundo o parlamentar, “desde o inicio desta questão, houve mobilização da força tarefa, da qual a Comdec faz parte, para manter o preço da passagem dos coletivos nos atuais 3 reais, e não elevar para 3,55 reais como quer o Sinetram, mais o subsídio dado pelo  município, que eleva o curto de cada passagem para valor superior a 3,70 “.

Entretanto, o parlamentar  chamou atenção para o fato de que, ao apresentar o resultado do estudo para o qual foi contratada pelo Sinetram, a empresa de consultoria Ernest & Yang diz textualmente, na página 4 de seu relatório: “As fontes utilizadas neste trabalho incluíam Sinetram, SMTU, IBGE e ANTT, demonstrações financeiras públicas de companhias do setor de transporte, entre outros. Os dados obtidos através dessas fontes não foram alvo de qualquer auditoria contábil ou análise quanto à sua adequação, não havendo  qualquer responsabilidade da Ernest & Yang quanto à sua exatidão”.

“Ora, como uma empresa faz um estudo e entrega para quem encomendou e diz  que o valor final encontrado não tem como base fonte confiável e se exime de toda responsabilidade quanto a sua exatidão?”,  perguntou Álvaro Campelo, criticando o fato de o Sinetram  ainda afirmar que há necessidade de aumento com base no valor apresentado por esse estudo.

Ainda disse considerar estranho o procedimento do Sinetram, a partir do momento em que enviou oficio  para a Câmara pedindo estudo da SMTU e a planilha de custos de transporte coletivo elaborada por aquele órgão, “quando o relatório da consultoria informa que incluiu o trabalho da SMTU quanto do levantamento de custos”.

“Outro fato que me causa estranheza – e não quero ser leviano ao comentar -, mas informações ainda não oficiais dão conta de que existe um conluio entre os sindicatos laboral e patronal para fazer paralisações dos coletivos e forçar o sindicato patronal a exigir o aumento da tarifa para cumprir acordo coletivo que fizeram. É muito estranha esta movimentação que está acontecendo nos últimos dias. Isso, em se configurar sendo verdadeiro, providencia tem de ser tomada pela Câmara, ministério público e prefeitura, contra tamanha desonestidade”, disse o vereador Álvaro Campelo.

A imprensa procurou os sindicatos ainda na semana passada, quando fiz esta denuncia sobre o possível acordo entre eles, em entrevista coletiva, mas não se pronunciaram, segundo a imprensa divulgou em seus noticiários. A população espera uma resposta a respeito desta situação, até porque hoje já se vê paralisação penalizando o povo que aguarda ônibus por varias horas em vários pontos de Manaus, concluiu o vereador.

Roberto Brasil