Aliados de Temer recorrem para tornar Dilma inelegível

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Os tucanos Aloysio Nunes e Aécio conversam com Agripino Maia, do DEM, durante a votação do impeachment: fatiamento da decisão irritou aliados de Temer

Os tucanos Aloysio Nunes e Aécio conversam com Agripino Maia, do DEM, durante a votação do impeachment: fatiamento da decisão irritou aliados de Temer

O processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi judicializado na quinta-feira: acusação e defesa ingressaram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Logo cedo, o advogado José Eduardo Cardozo, da ex-presidente Dilma, protocolou um pedido de anulação do impeachment. A resposta dos adversários veio à tarde. O senador Álvaro Dias (PV-PR) pediu que a Corte anule a decisão do Senado que preservou os direito da petista de ocupar cargos públicos. Após idas e vindas, quatro partidos aliados do presidente Michel Temer — PSDB, DEM, PPS e o próprio PMDB — anunciaram que também irão ao Supremo nesta sexta-feira, apresentando uma ação coletiva.

No Palácio do Planalto, porém, há o temor de que esses recursos contra a manutenção do direito de Dilma de exercer funções públicas acabe pondo em questionamento todo o julgamento que afastou a petista. Na quarta-feira, os partidos haviam desistido de entrar na Justiça justamente por esse temor, mas na quinta recuaram e resolveram recorrer. No PMDB de Temer, que também vai subscrever a ação, dos 19 senadores dez votaram pela manutenção dos direitos de Dilma.

*Com informações AGÊNCIA O GLOBO

Roberto Brasil