Agentes comunitários de saúde recebem orientações sobre hanseníase

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Profissionais de Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) localizadas na zona Sul de Manaus, foram o público-alvo, nesta sexta-feira, 2/2, de uma palestra sobre hanseníase, ministrada pela UBS Lúcio Flávio Dias, no bairro Betânia, e a Policlínica Dr. Antônio Reis, bairro São Lázaro. O evento realizado na UBS Lúcio Flávio, foi voltado aos profissionais que atuam como Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), e teve como objetivo fortalecer as ações de detecção precoce da doença.

“OS ACSs trabalham diretamente em contato com a população, realizando visitas domiciliares e orientando para a prevenção e promoção da saúde, sendo essenciais nas ações de identificação precoce das doenças e nas orientações à população sobre a importância da busca pelo tratamento,” destacou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

A palestra, de acordo com a diretora da UBS Lúcio Flávio, psicóloga Suelem Lobato, foi organizada finalizando a programação do Janeiro Roxo, movimento que busca promover a intensificação das ações de combate à hanseníase e que envolveu todas as Unidades de Saúde da rede municipal.

“Os profissionais trabalharam, durante todo o mês de janeiro, em ações de intensificação do controle da hanseníase junto à população. Mas também direcionamos as ações para os profissionais de saúde, principalmente nos casos dos ACSs, que convivem diariamente com os comunitários”, explicou a diretora.

A palestra, conduzida pelo médico dermatologista Renato Cândido da Silva Júnior, abordou questões como os sinais, sintomas e o tratamento da hanseníase. “É importante não deixar a hanseníase cair no esquecimento, mantendo sempre o alerta entre os próprios profissionais de saúde, evitando a multiplicação dos casos ou o agravamento da doença”, afirmou o médico.

A ACS Cristiane Rodrigues, que atua na Unidade Básica de Saúde da Família – Sul 21 (UBSF – S 21), no bairro Raiz, ressaltou que os agentes de saúde têm um trabalho fundamental na orientação da população para o cuidado em saúde. “No caso da hanseníase é essencial a busca ativa junto à população, orientando as famílias sobre a importância de procurar o atendimento médico e no combate ao preconceito contra a doença, que muitas vezes impede que o paciente procure o tratamento na Unidade de Saúde”, alertou.

Doença 
A hanseníase é uma doença infecciosa, não hereditária, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), e que se manifesta principalmente por lesões na pele e nos nervos periféricos. Os sintomas incluem manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, geralmente com perda da sensibilidade à dor, ao calor, ao frio e ao tato. A transmissão ocorre de uma pessoa infectada (sem tratamento) pelo bacilo de Hansen para uma pessoa sadia, por meio de secreções nasais, tosses e espirros.

Roberto Brasil