Aeroporto de Paris é fechado após homem ser morto por atacar militar

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Policiais no terminal sul do aeroporto de Paris-Orly, fechado após um incidente na manhã deste sábado

Um homem foi morto pelos seguranças após tentar roubar a arma de um soldado no aeroporto de Paris-Orly na manhã de sábado (18). Não houve feridos.

O local foi evacuado e todos os voos foram suspensos ou desviados para o aeroporto Charles de Gaulle. Mais de três mil pessoas foram retiradas do terminal sul às pressas. Os passageiros do terminal oeste ficaram confinados no local.

Orly fica localizado ao sul de Paris e é o segundo maior aeroporto da capital francesa.

Por volta das 7h30 no horário local, “um homem tentou roubar a arma de um militar e se escondeu em uma loja do aeroporto antes de ser morto pelas forças de segurança”, disse o porta-voz do Ministério do Interior da França, Pierre-Henri Brandet. Inicialmente, o governo havia informado que o homem tinha conseguido pegar a arma.

O agressor era conhecido pela polícia e pelos serviços de inteligência. Um policial disse à agência Reuters que ele era um radical islâmico, mas seu nome não foi informado.

“Estávamos na fila para o check-in quando ouvimos três ou quatro tiros por perto”, disse o passageiro Franck Lecam, 54, à AFP.

Várias equipes policiais foram até o local e fizeram uma operação para procurar explosivos, mas nada foi encontrado.

O soldado que foi vitima do ataque era membro do grupo Sentinela, operação do Exército responsável por patrulhar aeroportos e outros locais importantes, criada após o ataque ao jornal “Charlie Hebdo”, em janeiro de 2015.

Mais cedo, um policial foi ferido a tiros pelo mesmo suspeito durante uma blitz de trânsito em Stains, norte de Paris.

Os incidentes deste sábado ocorrem cinco semanas antes das eleições presidenciais francesas, nas quais a segurança nacional é um tema-chave.

O país segue sobre alerta elevado depois que ataques de militantes do Estado Islâmico mataram dezenas de pessoas nos últimos dois anos, como nos ataques com bombas e tiros que deixaram 130 mortos em Paris em novembro de 2015.

(Agências de notícias)

Roberto Brasil