Ademir Ramos: O Medonho e o seu modo de governar

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Herda-se da idade média os títulos honoríficos que as confrarias religiosas e seculares outorgavam aos seus sócios e benfeitores dando ênfase as qualidades dos agraciados Tais qualidades expressavam o modo de ser e agir dos contemplados, bem com também sua forma comportamental, seu biótipo e sua preponderância corpórea tais como: o Coxo, o Nanico, Caderudo, o Medonho, entre outros.

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Na política, no entanto, os Sofistas muito antes de Cristo, já manifestavam sua indignidade frente aos pensadores que viviam a custas do poder dominante. Da mesma forma, os Anarquistas e os Críticos Sociais nos tempos modernos também recorriam a estas práticas e de forma hilária buscava na história e na lógica dialética a desconstrução do discurso dos mandatários do Estado.

Estas práticas continuam nos Parlamentos e ganha força por meio da literatura, das novelas midiáticas e dos folhetins que circulam nos Arrais da política local.

O Medonho, chamado assim o candidato ex-governador, na Confraria da Praça, tem estilo próprio quanto à sua forma de governar. Não ouve as lideranças dos Movimentos Sociais, não respeita as demandas populares, pouco ou quase nada fez pela educação no Estado, tratando a UEA de forma falimentar, deixando a saúde e segurança precarizadas; não respeita o Parlamento e os demais Poderes constituídos, personalizando seus atos em favores e patrocínios aos beneficiários, aparelhando o Estado para fins privados imprimindo nos mega investimentos o seu rosto bem nos modos dos governos autoritários.

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Este Modo Medonho de Governar está assentado no autoritarismo, no personalismo, no mandonismo, reduzindo o Estado a instrumento de mando a serviço das grandes corporações privadas com retorno imediato no enriquecimento ilícito de determinados grupos que retroalimentam a luta do poder pelo poder, valendo de expediente não convencional para semear o medo e se afirmar como o Medonho que boiou das águas para captar o voto do povo e se fazer temido como o Demo da floresta, não pelo convencimento, mas pelo terror tentando de toda maneira se apropriar da esperança do nosso povo que luta e sonha por um Amazonas mais igual, justo e sustentável.

Mario Dantas