Acareação de pais de bebê jogado no rio Negro é contraditória

By -
O confronto de depoimentos ocorreu na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS)

O confronto de depoimentos ocorreu na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS)

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), realiza nesta quinta-feira (27), acareação entre o canoeiro Josias de Oliveira Alves, 30, e Cleudes Maria Batista de Moraes, 22, pai e mãe respectivamente, do bebê Pablo Pietro, de quatro meses, supostamente jogado no rio Negro, no último dia 14.

Segundo o delegado titular da DEHS, Ivo Martin, a versão apresentada pela mãe do bebê é mentirosa

Segundo o delegado titular da DEHS, Ivo Martin, a versão apresentada pela mãe do bebê é mentirosa

O procedimento iniciou às 9h e até às 19h ainda não tinha sido finalizado. As dez primeiras horas de depoimento foram marcadas por trocas de acusações e versões fantasiosas entre Josias e Cleudes sobre o que ocorreu no dia do fato. Contudo, Cleudes admitiu que mentiu nos três primeiros depoimentos à polícia.

caso-bebe-jogado-rio-negro-01De acordo com o delegado titular da DEHS, Ivo Martins, desta vez ela informou que a versão em que teria sido jogada no rio e nadado até a margem é mentirosa. Ela disse que foi levada pelo próprio ex-companheiro até uma balsa que fica na margem do rio Negro, nas proximidades do porto do bairro São Raimundo, na zona Oeste.

caso-bebe-jogado-rio-negro-02“Agora temos essa versão da Cleudes. Porém, essa nova informação não foi o bastante para chegarmos a uma conclusão. As investigações terão continuidade e possivelmente será necessário realizar a reconstituição do fato”, declarou Ivo Martins.

Ao contrário de Cleudes, Josias sustentou a primeira versão relatada no primeiro depoimento.

Roberto Brasil