Ação de monitoramento retira 80 barracos na antiga Cidade das Luzes

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cidades-das-luzes-retirada-1Uma ação de monitoramento na área da antiga invasão Cidade das Luzes, no Tarumã, fez a retirada na manhã desta quarta-feira, 5, de pelo menos 80 construções irregulares, entre barracos, armações de madeira e piquetes utilizados para demarcação de terrenos.

O objetivo foi impedir que novos focos de invasão se formassem na área, com aproximadamente 61 hectares e onde há quase 10 meses, em cumprimento a um mandado judicial de reintegração de posse, foi realizada a retirada de mais de 1,2 mil edificações, numa operação que contou com todos os órgãos que compõem o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas do Amazonas (Gipiap).

cidades-das-luzes-retirada-3No local, hoje, foram encontrados diversos veículos com ferramentas e material de construção, como madeira e lonas plásticas, que seriam utilizados para erguer novos barracos. A demolição foi realizada sob a escolta da Polícia Militar, Força Tática, Batalhão de Choque, Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e de Infraestrutura (Seminf).

cidades-das-luzes-retirada-2A polícia trabalha a informação de que uma mulher havia marcado para esta quarta-feira, pela manhã, uma reunião com a finalidade de cadastrar famílias interessadas em invadir a área, cobrando o valor de R$ 10,00 por cada cadastro. A Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema) vai investigar o caso.

Essa é a terceira tentativa de retorno dos invasores à área da antiga Cidade das Luzes. Em outubro do ano passado, a área foi alvo também de duas operações deflagradas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Ministério Público do Amazonas (Blackout 1 e 2) para coibir crimes ambientais e o tráfico de drogas na área. Dez pessoas foram presas, a maioria por crimes ambientais, estelionato associado para o tráfico de drogas, organização criminosa e parcelamento irregular do solo.

Roberto Brasil