Abdala Fraxe critica governo de Dilma e relembra caso da Refinaria de Pasadena

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Dep. Abdala Fraxe

Dep. Abdala Fraxe

Durante a sessão compensatória desta segunda-feira (14) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Abdala Fraxe (PTN) criticou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), que segundo ele “está levando o Brasil para o buraco” e as recentes declarações de que não existem acusações de corrupção contra ela.

O deputado lembrou o caso da venda da Refinaria de Pasadena, Texas (EUA), em 2006, que foi comprada pela Petrobrás por US$ 1,18 bilhão, na época em que Dilma presidia o Conselho de Administração da petroleira nacional. Um ano antes, a mesma refinaria foi comprada por uma empresa belga por US$ 42,5 milhões.

“A presidente vem aqui dizer: eu não roubei, não tenho conta no exterior, não tenho nada contra mim. Dilma era presidente do conselho de administração da Petrobras quando foi perpetrado o maior roubo da história do mundo. Chama-se refinaria de Pasadena, uma lata velha que foi vendida por R$ 42 milhões de dólares, e a Petrobras pagou R$ 1,2 bilhão, autorizado por esta presidente. Aí vem dizer que não sabia da história?”, questionou.

Abdala disse ainda que a presidente Dilma é semelhante “aquele técnico de um time de futebol que tem vários craques, mas o time ficou invocado com o técnico e vão querer trocar ele”. Para ele, o governo do PT está mais preocupado com quantas pessoas deu na manifestação do que em pensar em soluções para a economia do Brasil.

“O que a gente precisa é ter o foco certo para resolver os problemas desse país, não preocupado se deu pouca gente ou muita gente na manifestação. Quero ver é solução para a economia desse país. Infelizmente, esse governo que está em Brasília não tem time, não tem comandante e muito menos ideia do que possa tirar o Brasil da situação em que se encontra”, disse.

No seu discurso, Abdala ainda lembrou que em janeiro o governo federal anunciou um crescimento de 1,5% da economia, quando a economia está fechando o ano com uma depressão de 3,5%. Lembrou também que a Construção Civil, um setor que gera muito emprego no Brasil, já demitiu até agora 550 mil trabalhadores.

Roberto Brasil