A REFORMA DO VATICANO E O GOVERNO DO AMAZONAS

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Ademir-RamosO grave de tudo isso seja para o Papa e mais ainda para o Governo Melo é a expectativa que se criou relativo à Reforma, podendo ou não assegurar o pleno funcionamento da máquina pública.

Do Vaticano, a agência France Presse noticia que o Papa Francisco acaba de realizar um consistório, realização de uma plenária com a participação de 165 cardeais do mundo católico para informa-los sobre a Reforma da Cúria Romana, a ser feita, segundo o Papa, com total transparência. No Amazonas, o governo Melo, desde quando ganhou as eleições do arrogante Eduardo Braga, anuncia uma reforma administrativa no Estado, gerando expectativa múltiplas aos seus colaboradores e, em particular, ao seu secretariado.

O Vaticano que é um Principado Eclesiástico promete fazer uma Reforma com transparência, superando alguns males da maquina central da Igreja, tais como: “a falta de colaboração entre organismo, a formação deficitária do pessoal e a pouca vontade para se mobilizar. Inclui também a fusão de entidades, de maneira a desmontar a complexa e criticada burocracia do vaticano.”

A Reforma seja no Principado do Papa Francisco ou no Governo Democrático do professor José Melo pauta-se nos princípios da racionalidade do Estado Moderno, é o que nos ensina o professor Bresser Pereira. O propósito, na verdade, é substituir a administração patriarcal, que caracterizou as monarquias absolutas, bem como o mandonismo dos governos centralizadores e autoritários, na qual o patrimônio público e o privado confundiam-se, criando um campo favorável para o nepotismo e o empreguismo, ampliando ainda mais a corrupção no Estado.

É para esse fim que as Reformas são prometidas visando à “eficiência e eficácia” das ações de governo. Ademais, em nossa República, a administração pública pauta-se nos princípios Constitucionais: Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A Reforma, por sua vez, além desses ditames Constitucionais pode ser movida também por interesses sucessórios, visto que o sistema eleitoral impõe eleições de dois em dois anos exigindo dos mandatários o reordenamento dos meios para o enfrentamento das urnas.

O perigo de tudo isso. seja para o Papa e mais ainda para o Governo Melo, é a expectativa que se criou relativo à Reforma, podendo ou não assegurar o pleno funcionamento da máquina pública, garantindo os investimentos tanto para gestão de pessoas como nos meios necessários, ampliando e qualificando cada vez mais os serviços prestados a população com instrumentos de avaliação e participação nos cursos das ações. Em não sendo, a Reforma vira ações corporativas para sanear dívidas de campanha, não é o caso do Vaticano – sei lá – ou visando fazer caixa para as próximas eleições.

 

Roberto Brasil