A QUESTÃO AMBIENTAL É PAUTA DO JARAQUI DESTE SÁBADO

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Ademir-RamosNo sábado (28), no Coreto do Jaraqui, na Praça da Polícia, das 10 às 12h, a discussão se volta para a questão ambiental da Amazônia quanto à captação dos recursos referentes à mudança climática, conservação e serviços ambientais.

Na próxima semana o mundo todo está voltado para Paris (França), onde os estadistas e governantes do Fórum das Nações estarão reunidos de 30 de novembro a 11 de dezembro para analisar e discutir as Mudanças do Clima, conferindo se os governantes do planeta estão cumprindo ou não às metas que foram acordadas na Convenção e Protocolo de Kyoto.

O Brasil enquanto signatário desta Convenção assumiu compromisso em reduzir 43% das emissões até 2030; 45% de energias renováveis na matriz energética do país; reflorestamento de doze milhões de hectares, com espécies nativas e exóticas e atingir percentual 0% do desmatamento ilegal na Amazônia. Assim como Brasil e demais Países do mundo, as metas previstas deixam muito a desejar, acelerando ainda mais o aquecimento global com previsão a + 3 graus Celsius. Caso isso não mude, o planeta deve ter mais: secas, perda de lavouras, aumento da fome e da pobreza extrema, catástrofes, inundações de áreas costeiras e até migrações forçadas de populações.

Para o Jaraqui, o mais grave de tudo isso é a não conscientização das organizações e sociais e muito menos dos agentes públicos que não procuram trabalhar em forma de rede, em articulação com os movimentos sociais, formulando políticas públicas participativas e responsáveis. Na oportunidade, estarão presente nos debates representação das Universidades, dos Movimentos Socioambientais e demais agentes protagonistas da questão ambiental, protestando e manifestando-se contra a omissão e os danos causados ao meio ambiente provocando graves danos a saúde do planeta e por consequência da pessoa na sua totalidade.

Para o poeta e sindicalista Elson Melo, refletindo poeticamente sobre os males causados ao Rio Doce das Minas Gerais, cantou em verso o seguinte tributo a este corpo d’água, denunciando que: “No Brasil e no mundo/ Crime ambiental é apenas um desastre/ Não existe réu, não existe dolo/ Existe apenas o consolo das multas milionárias/ Quem pode pagar, pode continuar a matar./ Matar pessoas, rios, florestas e qualquer forma de vida./ Ao governo um sobrevoou basta.”

Roberto Brasil