A POLÍTICA E O VALOR DA SOBERANIA POPULAR

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Ademir-RamosÉ necessário penalizar exemplarmente os Partidos Políticos envolvidos nesta trama, multando ou até mesmo cassando o registro destas agremiações para que nunca e jamais se repita o crime que fora perpetrado pelos Petistas sob a bênção de Lula-Dilma e demais cúmplices.

A religião, o futebol e a política são forças motoras da paixão popular capazes de sufocar a racionalidade e a objetividade, fazendo de tudo para tirar proveito da situação custe o que custar. As disputas entre estas forças são regradas por valores e normas capazes de pautar e orientar determinados comportamentos que operam na cultura de um povo às vezes de forma desarticulada vinculada ao poder de mando a se impor pela força do presente. A política assim como a religião, o futebol e o lúdico são partes das culturas situadas historicamente a contribuir diretamente para nossa formação referenciada nas práticas culturais centradas num processo de ensino aprendizagem, às vezes muito mais coletiva do que competitiva e individual. A construção da política resulta de um amplo processo histórico que os homens e suas organizações sociais vão inventando no curso de suas trajetórias, considerando suas condições de trabalho e por consequência suas relações de poder, dominando certos instrumentos para assegurar conquistas que julgam necessárias para garantir e efetivar Direitos Sociais da pessoa tanto no campo como nas cidades. Esta complexidade vai se estendendo ainda mais a partir da formação do Estado moderno quando as pessoas sentem-se mais vulneráveis e fragilizadas por terem sido expropriadas de seus bens e não tendo a quem recorrer buscam apoio e proteção do Estado com propósito de assegurar alguns direitos fundamentais, que resultem na proteção à vida, liberdade, trabalho e segurança. No capitalismo está proteção reclamada assenta-se no direito de propriedade a felicitar uma minoria enquanto a maioria excluída deste processo trabalha e vive sob o jugo de uma perversa desigualdade social marcada pela exploração econômica, domínio e controle do Estado sobre a riqueza produzida pela classe trabalhadora, que não suportando mais tamanha dor rebela-se contra este processo a reclamar direitos e garantias do próprio Estado, reivindicando políticas públicas relativas às questões sociais, em atenção aos trabalhadores e os excluídos socialmente tanto no campo como na cidade.

O VALOR DA POLÍTICA: Mesmo o povo mais isolado do ocidente seja da Oceania ou da Amazônia conceberam a política como uma prática de superação de conflitos mediada pela força do Direito seguido de seus valores, costumes e leis pactuadas entre as partes em disputa focada no interesse comum. Mas, foi na Grécia, que os primeiros pensadores iniciaram um processo de questionamento e indagação na tentativa de interpretar e compreender o mundo a partir da leitura de sua construção por meio de conceitos, categorias e noções, elaborando o conhecimento como representação do real, sendo esta concepção conferida a partir das práticas sociais dos atores numa perspectiva do desenvolvimento das ciências e culturas marcadas pela expansão do mercado, das conquistas e das invenções tecnológicas, aguçando ainda mais os apetites dos conquistadores e condenando a fome os expropriados, vencidos e dominados politicamente. Nesta situação, a liberdade de uns era sem dúvida a morte da maioria. Para isso fez necessário à invenção do Estado seguido de um controle de domínio legal impresso na forma de governo, assegurando as benesses para uns e as migalhas para a maioria. A Democracia no contexto da modernidade, enquanto forma de governo, ganha musculatura e penetração a partir da ascensão da burguesia na França, estando suas bases de sustentação fincadas na Revolução Industrial na Inglaterra turbinadas pelo liberalismo econômico, transferindo ao mercado a capacidade de regular politicamente a relação nacional e internacional tanto local como também no fórum das nações, projeto este que sucumbiu com as guerras e com as crises econômicas a se expandir pelo mundo numa perspectiva da mundialização. O fato é que da mesma forma que o homem não é uma ilha, as Nações e os Estados também não os são. Estão todos relacionados entre si pela nova divisão internacional do trabalho, que o sistema capitalista impõe e exige que todos estejam realinhados com a lógica do capital mediada por uma política que fomenta a produção, circulação e consumo da mercadoria como instrumento de integração e participação. É neste cenário de disputa e interesse internacional que o Brasil é compreendido, a requerer dos seus agentes de governo capacidade, habilidade para garantir previsibilidade, segurança legal e o bem-estar-social do seu povo.

O CONTROLE SOCIAL: A soberania de uma Nação esta configurada em sua autodeterminação, braço forte de um povo, capaz de formular, decidir e subverter a própria ordem numa perspectiva de reinventar, contanto que garanta e assegure a liberdade e a igualdade enquanto processo de afirmação dos Direitos Sociais. No Brasil está soberania está expressa na manifestação da proporcionalidade parlamentar no Congresso Nacional, como se fosse caldo da cultura política nacional, devendo ser respeitada a partir das suas especificidades assegurada na Constituição Federal. O Impeachment, no regime presidencialista, nos termos constitucionais é um instrumento de controle legal e legítimo que, quando necessário, o povo é capaz de operar por meio de sua vontade direta participando das manifestações de rua pressionando suas representações a votarem e decidirem de acordo com a vontade da maioria. Assim tem sido feito de forma passiva, com a participação de agentes de diversas classes sócias, manifestando seu descontentamento com o modo petista de governar aliançado com partidos como o PC do B e outros “companheiros” da corrupção, que se valendo da função de governo aparelharam o Estado com as práticas do enriquecimento ilícito, da propina, da compra de votos, da gatunagem, contagiando o sistema quase por um todo, colocando em risco a própria unidade e harmonia entre os Poderes Constituídos. No entanto, os vícios de uns faz com que vejamos a virtude ética de outros e por isso a Nação levanta-se recorrendo aos seus institutos legais e legítimo para julgar os artífices do crime de responsabilidade com firme propósito de bani-los para o ostracismo, desmontando suas organizações criminosas que operam um dos maiores assaltos à economia popular, provocando perdas e danos à ordem econômica brasileira com graves ameaças as nossas instituições e ao próprio Estado de Direito. Além de punir estes criminosos é necessário penalizar exemplarmente os Partidos Políticos envolvidos nesta trama, multando ou até mesmo cassando o registro destas agremiações para que nunca e jamais se repita o crime que fora perpetrado pelos Petistas sob a bênção de Lula e Dilma. No momento, o processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff encontra-se para instrução e julgamento no Senado Federal, onde teremos 2 votações. A primeira pela Admissibilidade e a segunda pela condenação política da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. O rito deste julgamento será feito com o aval das manifestações populares focado no Senado Federal. Portanto, bandeiras estendidas e disposição para agregar mais gente nas trincheiras da participação por um Brasil Justo e Solidário sob a ordem constitucional e em respeito à soberania popular.

Roberto Brasil