A PÁSCOA DO POVO BRASILEIRO

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Ademir-RamosEste momento litúrgico tão celebrado pelo povo de Deus centrado no mistério da ressurreição é sem dúvida uma explosão de alegria, de vida na perspectiva da construção de uma Nova Aliança mediada pela redenção do Cristo Libertador. No Brasil, as celebrações da Páscoa encontram-se carregadas de significados focados na paixão de um povo que muito tem sofrido pelos desmandos dos seus governantes. Estes poderosos, valendo-se dos partidos políticos tomaram o Estado para si, provocando a crucificação do nosso povo, que sofre pela ausência de políticas públicas, pelo desserviço que o Estado presta à Nação.

A paixão denunciada resulta dos atos de corrupção que os poderosos tramaram e tramam contra o nosso povo para favorecer os seus aliados partidários com perfil de quadrilhas de larápios, que além de assaltar os cofres públicos afrontam o povo comprando o seu consentimento na tentativa de dar legitimidade as suas ações de governo.

O povo em sua maioria, por necessidade, muitas vezes, optam por determinados governantes na esperança de garantir os meios para edificação de sustentação de suas comunidades centradas na partilha, na fraternidade e na Justiça Social. No entanto, seduzido pelos mafiosos, os salteadores das Agências Públicas, como nos moldes da Petrobras, empresa esta de muito valor para a economia do povo brasileiro, sacrifica o nosso povo e muito mais grave ainda, deixam em frangalhos as instituições democráticas, espalhando o vírus da impunidade por todo o Brasil.

Pedagogicamente a Paixão não é o fim, tem sido o máximo de dor vivido de forma interativa na história salvífica mediada pelas lutas redentoras que desdobram em processo emancipatórios. Nestes embates libertários a fé tem sido a luz a clarear os caminhos do povo de Deus a vencer a morte, a opressão e toda e qualquer forma de corrupção.

No Brasil, o povo tem vivido intensamente este processo emancipatório, tem vindo às ruas para protestar contra os males e as pragas que afligem. É claro que nem todos se sentem encorajados a romper com as relações de subalternidade que foram instituídas seja por meio de políticas compensatórias de governo ou pelos restos que os partidários da corrupção deixam cair dos seus bolsos para satisfazer os miseráveis e famintos com propósito de torna-los refém da desigualdade social.

Mas, assim como a fé em nosso Pai Eterno “nos salva, e nos redime” para o reto caminho da moralidade e da Justiça. A Paixão também, quando vista sob a nova Aliança Pascal é capaz de fazer os cegos ver e os coxos andarem, superando a ideologia dos fariseus tão presente no Brasil contemporâneo, ungindo desta forma, o povo para vencer os seus inimigos e proclamar ao mundo a liberdade como forma de governo regrada pelo Direito que tem por fim a realização da Justiça.

Feliz Páscoa, que Deus tenha piedade de nós, nos ilumine e guarde, guiando nossos passos e fazendo-nos ver como povo capaz de exorcizar a corrupção e a mentira, longe bem longe dos líderes partidários que traíram a vontade do povo e pelos seus próprios atos de corrupção estão sendo condenados ao ostracismo, que nada mais é do que o inferno da política, que assim seja.

Roberto Brasil