A MANAUS QUE O PROFESSOR ALMIR VIU E VIVEU

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Um pouco mais de 200 mil habitantes era a Manaus que o Professor Almir Barros Carlos viu, viveu e que permanece até hoje, pulsando na sua lembrança, a cada batida do seu coração, fazendo-o viver intensamente nessa Manaus de hoje, com mais de dois milhões de habitantes, onde trafega uma ilusão articulada, projetada num telão sobre a luz de um amanhã, refletido nas águas escuras de igarapés poluídos e povoados por dejetos da ignorância.

O livro teve o seu lançamento, no espaço Cultural Francisco Antonaccio, na Rua Monsenhor Coutinho, centro. Esse Espaço Cultural ficou lotado, o Professor Almir, esteve cercado por seus amigos e pessoas que queriam obter a sua obra, para viajar, lembrar do tempo em que Manaus dormia de portas abertas sobre as margens de um negro rio, límpido. Estiveram presentes, também, prestigiando o evento, vários imortais da Academia de Letras do Amazonas, que discursaram falando da qualidade e o conteúdo da obra, que, como uma enchente, alaga o pensamento e nos instiga a ir mais além.    

O Professor, com seus personagens, nos faz viver numa cidade que já não existe mais; nos presenteia com momentos inusitados, cômicos, hilários da sua vida, que nos faz, também, relembrar um pouco do que vivemos, vimos e passamos naquela época, e, que somos, talvez, um pedacinho de cada momento descrito em seu livro. A gente lê, e vai caminhando paralelo naquele passado; desenhando, juntando os causos, os nossos personagens, as conversas, ligando as frases, buscando aos poucos tudo, forçando a lembrança, como um mergulho nas águas límpidas e cristalinas dos igarapés de outrora, que dão claridade e transparência, banhando a história, refletindo a luz do sol das nossas antigas, manhãs.

O que passou nessa Manaus que viveu, se espalha em cada pagina de seu livro, se materializando no pensamento de quem lê, viajando no tempo da existência da lembrança.

Diz o escritor, que na realidade é m livro autobiográfico onde retrata os causos, os fatos que lhe aconteceram, e fala da importância de mostrar, hoje, o quanto a sustentabilidade, o meio ambiente, precisam ser cuidados. A “Manaus que vi e vivi” é muito importante ser lembrada, e que se mostre pra juventude, mostre pra quem tá vivendo, hoje, nela, que o meio ambiente, a sustentabilidade é muito importante para o futuro da nossa região: a Manaus que eu vi, a Manaus que eu vivi, não é a mesma Manaus, nós não tivemos o mesmo cuidado com o meio ambiente, que nós estamos tendo agora”, destaca.

O Livro, “A Manaus que vi e vivi”, possivelmente seja um recado do Professor, para que os olhos estejam bem abertos, pra tudo que essa região já perdeu e, o que pode perder mais, ainda; assim, como os brinquedos que povoaram sua infância, as brincadeiras da sua adolescência, o comportamento que conduziu sua juventude e, outras coisas, que se perderam ou se modificaram, de uma forma atropelada no tempo, simplesmente, por descaso do poder publico, a carência de uma consciência mais humana tão necessários para a nossa vivencia de hoje, em todos os sentidos.

Almir Barros Carlos, chamado carinhosamente, pelos seus amigos de ABC, MISITO OU PIPOCA, tem uma vasta experiência na sua vida de labuta, dentre cargos (e foram muitos), que exerceu destacamos a sua formação profissional que o levou a todas as estações da sua brilhante carreira: Amazonense de Manaus é formado em Pedagogia pala Universidade Federal do Amazonas, com Pós-graduação em Gestão escolar, Doutorando em Psicologia Social pala Universidade Jhon Fritzgerard Kennedy de Buenos Aires, Argentina. “A Manaus que vi e vivi”, Leiam!

Roberto Brasil