A LINGUAGEM DOS CARROS

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MARCELINO_RIBEIRO_BANNER_500x167É impressionante o número de acidentes que acontecem em Manaus e em todo Brasil.

O trânsito, um dos maiores ceifadores de vidas humanas, perdendo, quiçá, pro câncer, droga, é responsável por triste estatística.

Ao término dos meus afazeres diários, retorno à minha casa, no instante em que o arrebol definhava, e o manto da noite caía sobre a minha querida Manaus.

Costumo dizer que os olhos veem e a boca fala. Muitas vezes, no entanto, a hipótese primeira, traduz aquilo que a boca não quis mencionar. A fim de que o leitor possa entender, a que ponto quero chegar, raciocine.

O ser humano é dotado de vários sentidos, quais sejam, olfato, paladar, audição, visão e sentido. Alguém, perguntaria, como, o quê? Não entendi bulhufas!

É simples. Quando escutamos, por exemplo, o estampido de uma arma de fogo, cheiro de pólvora, ou algo semelhante, lembramo-nos de revólveres, explosão de granadas, bombas de efeito moral, etc, caracterizamos via olfato e audição sem visualizar o tipo de coisa que originou tais acontecimentos.

Já no paladar, convive-se praticamente da mesma experiência. Mesmo de olhos vendados, alguém discernirá o sal do açúcar. De igual modo, somos capazes de saber se algo é liso, áspero, dobrável, reto, através do tato.

Enfim, quando nos encontramos emudecidos, o olhar diz algo por nossas palavras, ocasionando o fenômeno da visualização, dessa forma, com os olhos da mente, além de outros trejeitos, tal como a expressão corporal, que também é uma forma de linguagem.

Não seria diferente com os carros. Quando se dirige a certa distância atrás de automóveis e as luzem traseira se acendem alternadamente, para um dos lados, pressupõe-se que se entre a direita ou esquerda.

Deduz-se desse modo que a linguagem dos carros são os sinais; linguagem essa que os condutores de autos não levam em consideração, gerando acidentes de grandes proporções, por falta de educação de trânsito no trânsito.

Roberto Brasil