A Força do Sim e do Não

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Idealista desde o começo da sua carreira, Orlando Farias usou os veículos de imprensa onde trabalhou para defender o povo dos maus governantes, denunciando os opressores e defendendo os oprimidos o que o credenciou a virar colunista.

“Ele obviamente recebia as nossas notícias, as nossas informações mais de repente ele também era uma fonte. Ele era o jornalista que não queria apenas saber. Ele dialogava. Ele fazia aquilo que é o mais difícil hoje. Eu não diria nem na política brasileira, eu diria no mundo, que é as pessoas conversarem”,  falou o Deputado Serafim Corrêa.

Orlando foi articulista durante mais de uma década. Escreveu a coluna Encontro das Águas – do Jornal Correio Amazonense, e a coluna Contexto – do Jornal Amazonas Em Tempo, mas foi na coluna Sim e Não – do Jornal A Crítica, onde passou mais tempo e teve maior destaque

“Era uma coluna de muito sucesso de leitura. Era uma coluna que praticamente foi a mais lida do jornal. A primeira coisa que as pessoas faziam era ler o Sim e Não. Então foi uma coluna que marcou muito”, contou João Tomé.

O jornalista foi um dos fundadores da BICA (Banda Independente da Confraria do Armando). Usou a coluna Sim e Não para divulgar e repercutir a tradicional banda de carnaval manauara em que era um dos compositores das marchinhas com letras sarcásticas e críticas sobre política.

“Eu mesmo quando sou criticado com respeito aprendo com a crítica e o Orlando por mais que nós fossemos amigos diversas vezes me criticou e eu o procurava para dizer ‘poxa Orlando, eu quero te explicar isso’. Ele as vezes reconhecia ou dizia ‘não’ ou eu reconhecia que ele estava certo. Enfim, era uma forma muito bonita de nós dialogarmos”, disse Artur Neto.

Apesar de ser especializado na área da política, Orlando era um grande entusiasta de todos os assuntos relacionados ao estado do Amazonas. Isso fez com que ele fosse reconhecido como um grande profissional e gozasse de imenso prestigio dentro do cenário local.///Luciano Farias

Roberto Brasil