A DISPUTA PARA O GOVERNO DO ESTADO

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O bálsamo das relações sociais é a política capaz de nos embriagar ou potencializar forças para determinadas realizações sociais. É a política que dá sentido a nossas ações e atitudes. Este manto tecido socialmente resulta de múltiplos interesses e disputas regradas ou não pelo Direito em variadas formas de governo. Na Democracia, especificamente, ninguém está acima da lei. Os poderes constitucionais são independentes e harmônicos, operando de acordo com sua natureza na perspectiva de assegurar o equilíbrio entre as forças amparadas na soberania popular a se manifestar pelo voto direto como também por outros instrumentos de controle social a começar por uma imprensa livre nos tempos modernos. Nos primórdios, o motor da política, enquanto relação de poder, se manifesta pelas forças das armas orientadas pelas estratégias de dominação. Depois de Maquiavel, no século 16, a Política ganhou status de ciência pela racionalidade de suas estratégias de conquista, expansão e manutenção do poder focado na questão do Estado, ganhando corpo teórico na obra de Thomas Hobbes, arquiteto do Estado Nacional, com ênfase na formação do absolutismo, em reconhecimento a Sociedade Civil e na relevância do Direito Positivo sem as amarras da dogmática religiosa.

A MAGIA DO PODER: O poder em suas interfaces é sem dúvida sedutor, principalmente, em se tratando de disputas para o governo estadual. O mais grave ainda é constatar a perversa desigualdade social em que vive o nosso povo tornando-se refém de grupos políticos que dominam e controlam o Estado e seus territórios reduzindo a nossa gente em massa de manobra para fins eleitoreiros. Desta feita, vive o nosso povo atolado no imediatismo do presente sem sonhar com a possibilidade de um porto seguro com emprego, renda e novas oportunidades de trabalho centradas na dignidade e na efetivação de seus Direitos Sociais. Nesta circunstancia as opções são mínimas, o que se pretende de fato é vencer a tempestade e para isto é urgente que se escolha um timoneiro competente e sábio capaz de ler os sinais do tempo e, sobretudo, com lideranças e determinação possa conduzir estrategicamente o povo a lugar seguro, garantindo-lhe os meios necessários para o seu desenvolvimento sustentável e justo.

O LÍDER E O MÁGICO: A tempestade é a crise que abate sobre o povo, que se deixou iludir pelo governo Melo (PROS), fazendo crer que era o melhor para o bem do Amazonas. Contudo, na Democracia não há nada oculto de baixo do sol da Justiça, quando a determinação se faz pela transparência e por ordem legal, contrapondo-se ao principio de que os fins justificam os meios. Cassado pelo TJ Amazonas e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Melo deixa o governo causando grave prejuízo ao povo e ao cofre público só para a realização da eleição vai se gastar mais de 30 milhões. Da decisão do TSE resulta a convocação de eleição direta para o governo do Estado dar-se-á em agosto, realinhando os atores no cenário eleitoral, movendo-se para o centro das disputas avalizado pela vontade da maioria. Nesta conjuntura, os holofotes voltam-se principalmente para os ex-governadores Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB), bem como Marcelo Ramos (PR), Jose Ricardo (PT) e outros presentes na mídia como franco atirador. Em tese, a disputa em pauta dar-se-á entre Amazonino e Braga, com sabor de já ganhou desde que seja capaz de catalisar – agregar – maior numero de aliados e adesistas em reconhecimento ao seu legado histórico. Com a palavra o povo do Amazonas que não precisa de mágico, mas de um líder estadista para juntos sanear a praga disseminada pelo governo Melo, Deus salve o Amazonas.

Roberto Brasil