A CRISE E O MURO DAS LAMENTAÇÕES

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Ademir-RamosO Professor Paulo Freire nos ensinou que o homem diferencia-se dos outros animais não porque foi eleito enquanto outro amargou a derrota, nada disso. O diferencial está na capacidade resolutiva do homem, digo de um determinado governante, enfrentar o problema, espantando-se ou admirando os fatos na perspectiva de superá-los. No entanto, passando em revista estas lideranças constata-se que nos deparamos com vários perfis de gestores públicos, uns proativos outros dissimulados e o pior têm aqueles que em vez de lutar ficam na mesmice a se lamentar como se fosse o fim do mundo. Certamente você deve conhecer este tipo de gente e como batalhador deve detestar aqueles que falam do problema e não apresentam solução nenhuma e o pior de tudo que este tipo de Governo quer responsabilizar o povo ou quando não, quer que o povo aceite tal situação de forma passiva aceitando suas desculpas esfarrapadas que parecem muito mais com armação do que com a realidade dos fatos. Para melhor compreender vamos tentar desenhar a cara dessas lideranças com objetivo de não cair no conto do vigário, afastando de vez a dissimulação e a incompetência destes governantes.

O PÚBLICO E O PRIVADO: O agente público não deve se pautar no modus operandi da empresa privada para tomada de decisão do seu governo. São dois sistemas diferentes sem ser antagônicos, a começar pela própria natureza jurídica, isto sem falar na visão finalística como dizem os formuladores de políticas públicas. O Privado tem por fim acumular e quanto maior for o bolo maior sua riqueza. O Governo, por sua vez, deve zelar pela maquina do Estado, criando condições para novos empreendimentos sociais, culturais, econômicos, descartando qualquer tipo de desperdício, com objetivo de captar cada vez mais recurso, não para acumular, mas para distribuir por meio de políticas públicas que satisfaçam a população quanto às suas demandas. A riqueza de um povo agrega entre outros valores a confiança, a credibilidade que depositamos nas lideranças políticas, em particular, no Governo como salvaguarda do bem-estar social.
GOVERNO EMPREENDEDOR: Faça sol ou chuva, na bonança ou na crise, esta liderança se faz diferençar por suas habilidades capazes de arrebatar forças públicas ou privadas para edificação de seu Projeto de Governo pautado na responsabilidade social e nos valores republicanos. É um Governo de Atos, de compromisso que não se deixa abater pelas intempéries, congregar em torno de si um colegiado propositivo a começar pelo parlamento sem peias e de forma soberana possa contribuir com a reconstrução da Nação, construindo Pontes para articular política e desenvolvimento, o público e o privado, em vez de Muros para sofrência das lamentações dos incompetentes.
O DISSIMULADO: Das lideranças que conhecemos tem uns caras de pau que imbecilizam o povo no sentido de buscar reconhecimento popular, recorrendo aos meios de comunicação de massa, para fazer valer o que pensam e o que dizem. Esses, por sua vez, velem-se da crise, da miséria do povo, para tirar proveito e, assim sendo, mentem a cada instante, dizendo que nada podem fazer porque a crise não permite. Eles personificam a crise e desse jeito aproveitam o momento para concentrar riqueza e poder enquanto o Povo sofre sem segurança, saúde, educação, cultura, entre outros serviços.
O INCOMPETENTE: O perfil deste Governo é típico dos fariseus, não faz e não deixa ninguém fazer, é incompetente e arrogante parecendo ser humilde e temente a Deus. Não bastasse a forma como age suscita nos servidores o terror, alegando que todos são temporários e de suas tamancas, parecendo ser maior do que é, afirma categoricamente que só ele é estável porque foi eleito pelo nosso povo e, valendo-se deste direito passa a repetir as mesmas coisas que já fazia anteriormente, não sabe ele que os tempos são outros e o remédio aplicado não faz mais efeito. Este tipo de líder representa um atraso para a Nação porque não delega, não confia ao contrário concentra suas ações na corporação de parentesco e de afinidade, pactuando interesses não republicanos. Para estas espécies com práticas oligárquicas a política não é um meio é o fim.
O perfil dos Governantes que fizemos acima pode parecer forte, mas saiba que tem por objetivo provocar em você uma reflexão crítica, chamando a pensar sobre o que fazer nesta situação de profunda crise que se encontra o Brasil e por consequência o nosso Amazonas. Fiquemos atentos para os feitos de nossas lideranças e saiba que o pior de um Povo é contar com um Governo improdutivo, sem projeto, que em vez de investir na construção de novos paradigmas fica remendando os velhos, iludindo o povo com suas bravatas e desta forma na faz e não deixa o seu povo desenvolver. Para nossa desgraça possibilita a volta do caciquismo e do populismo como uma praga a nos contagiar.

Roberto Brasil