19 Maio 2012


Comércios e residências fechadas ou em cima de marombas, aulas paralisadas há 40 dias, carência de recursos financeiros e a eminência da falta de água potável, levaram o prefeito Mécias Sataré (PSD), a decretar estado de calamidade pública na cidade de Barreirinha, na tarde de sexta-feira (18).O deputado estadual Tony Medeiros (PSL), presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Defesa Civil da ALEAM, e o ex-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), coordenador Jecinaldo Sateré, acompanharam a assinatura do decreto.
Além de Barreirinha (Am), estão em estado de calamidade pública por causa da cheia, as cidades de Careiro da Várzea e Anamã. “Chegamos ao limite da resistência. Estamos sem recursos para mais investimentos em construção de pontes, água potável está escassa e não podemos mais aguentar. O povo nosso é guerreiro. Reclama e também sofre. Estamos fazendo isso para que os governos estadual e federal possam assumir essa triste situação. Já comuniquei a decisão ao nosso governador Omar (Aziz), que é um parceiro nosso”, comentou o prefeito Mecias.
Segundo ele os recursos financeiros da prefeitura com o pagamento dos funcionários e fornecedores estão quase esgotados, porque foram direcionados para a compra de madeira, contratação de mal de obra para construir pontes e transporte em socorro as famílias.
O vice-prefeito Mario Carneio, também, não escondeu a tristeza vivenciada na cidade. “Estamos impotentes. Resistimos o quanto foi possível contra a contra força da natureza. Em 2009 houve duas mortes e não queremos que essa tragédia se repita entre as famílias”, afirmou.
O deputado estadual Tony Medeiros, explica que Barreirinha vive o tipo desastre nível 4 – pela classificação do setor da defesa civil. Segundo Tony são chamados de desastres de muito grande porte e indicam que a situação na qual se encontra a cidade e apenas será superada com o auxílio de governos e órgãos externos. (Texto e Fotos Hudson Lima)